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Alergia e Intolerância ao Leite de Vaca

O leite materno, sem dúvida, é a melhor opção para a alimentação de lactentes. É o melhor alimento para o lactente até pelo menos aos seis meses de vida, não sendo necessária nem a suplementação com outros alimentos. Depois, pode-se introduzir alimentos apropriados para a idade, sólidos ou líquidos, com a continuação do aleitamento materno. As vantagens do aleitamento materno são indiscutíveis, incluindo as imunológicas, nutricionais, fisiológicas, odontológicas, e psicológicas.

O que é alergia às proteínas do leite?

A alergia às proteínas envolve princípios completamente diferentes da intolerância à lactose.
Não existe alergia à lactose, pois, sendo um açúcar, a lactose não apresenta alergenicidade. Diversas proteínas podem causar alergia, incluindo as do leite, do ovo, do trigo e do amendoim, dentre outras. Entretanto as proteínas do leite e as do ovo são as que causam maiores problemas às crianças de pouca idade. No caso da alergia, é muito difícil mudar os sítios ativos das proteínas, tornando-os inativos. A melhor forma é eliminar da alimentação as proteínas que contêm os sítios alergênicos ativos. Em alguns casos, ocorre também o que se chama de alergia cruzada, ou seja, os sítios alergênicos ocorrem também em proteínas de outros alimentos, além do leite de vaca.

Como ocorre a intolerância à lactose?

A intolerância à lactose ocorre devido à inabilidade para digerir quantidades significativas do açúcar do leite, a lactose. Esta inabilidade resulta da falta de quantidade suficiente de uma enzima (lactase) no interior das vilosidades do intestino (dobras internas do intestino). Este problema ocorre com cerca de 25% dos brasileiros. Nestes casos, as pessoas não podem consumir a lactose, pois ela não é hidrolisada pela enzima lactase chegando-se à glicose e à galactose (seus constituintes). Em conseqüência não consegue atravessar a parede intestinal para ir para a corrente sangüínea. A lactose, então, continua dentro do intestino e chega ao intestino grosso, onde é fermentada por bactérias, produzindo ácido lático e gases (gás carbônico e o hidrogênio, que é usado nos testes de determinação de intolerância à lactose). A presença de lactose e destes compostos nas fezes no intestino grosso aumenta a pressão osmótica e drena água do corpo, causando a diarréia ácida e gasosa. A intolerância à lactose não envolve o sistema imunológico e os problemas são causados pela inabilidade de digestão da lactose. A intolerância à lactose só apresenta os sintomas de dores abdominais, diarréia ácida e gases.

O que causa a alergia?

A alergia é causada em crianças por proteínas que não existem normalmente no leite humano e que são introduzidas na nova alimentação do bebê. O uso exclusivo do leite humano até aos seis meses de vida reduz significantemente a incidência cumulativa de alergia ao leite de vaca, durante os primeiros 18 meses de vida.

É muito comum a alergia às proteínas do leite?

A alergia ao leite de vaca é uma das alergias mais comuns em crianças, talvez porque o leite de vaca usualmente é o veículo para a primeira proteína estranha ser introduzida no estômago das crianças. Embora o leite de vaca esteja implicado com problemas de alergia, cerca de 50% das crianças apresentam alergia simultânea às proteínas de outros alimentos, incluindo ovos, soja, amendoim, achocolatados, laranja, peixes e trigo. Cerca de 50 a 80 % das crianças que apresentam alergia ao leite também podem apresentar alergia a inalantes alergênicos, como pólen, pêlos (de gato, por exemplo), mofo, poeira de carpetes, etc.

Por que a prevalência da alergia ao leite é maior na infância?


A alergia surge basicamente devido a dois fatores: predisposição genética (do pai ou da mãe) e introdução de alimentos potencialmente alergênicos antes dos seis meses de vida. Quando nascem, os bebês têm um sistema imunológico imaturo e dependem muito dos anticorpos do leite da mãe. O sistema digestivo não está preparado para substâncias que não venham do leite da mãe. O fator principal que causa a alergia é a introdução precoce na alimentação de substâncias que causam alergias. O risco é maior na infância, antes que os processos de adaptação e maturação aperfeiçoem as barreiras da parede intestinal. A incidência é maior em crianças que consumiram leite (que não o humano) muito cedo, talvez antes de três a quatro meses de vida, e aqueles que têm história de alergias na família. Menos exposição aos alimentos potencialmente alergênicos reduz as chances de alergias. As reações alérgicas ocorrem menos quando o leite de vaca é introduzido na alimentação após os seis meses de vida. A alergia está relacionada com a permeabilidade do intestino delgado a proteínas (ou peptídeos alergênicos) durante os primeiros meses de vida. Pequenas quantidades de proteínas dos alimentos podem ainda ser absorvida através do intestino, durante a infância, e provocar alergias.

Os sintomas da alergia podem ser classificados em seis tipos:

Sistema Gastrointestinal
Sistema Respiratório
Olhos
Cólica
Vômito
Diarréia
Sangue nas fezes
Constipação
Gases
Colite
Náusea
Nariz escorrendo
Espirros
Tosse
Asma
Congestão
Bronquite
Coceira no nariz
Sintomas de gripe
Respiração pela boca
Respiração difícil
Olhos lacrimejantes
Olhos vermelhos
Círculos escuros
Coceira
Conjuntivite
Sistema Nervoso Central
Pele
Outros Sintomas
Irritabilidade
Perda de sono
Tontura prolongada
Cansaço
Eczema
Dermatite
Urticária
Vermelhidão
Vermelhidão no reto
Coceira
Inchamento dos lábios, boca, língua e garganta
Infeção no ouvido
Perda de peso
Suar em excesso
Baixo rendimento escolar
Dificuldade de convivência
Depressão
Choque anafilático

Os sintomas da alergia podem surgir imediatamente ou até várias horas ou dias após a ingestão do alimento.

Quais são os alimentos que podem causar alergia com mais freqüência?

O leite, ovo, crustáceos, peixes, nozes, trigo, frutas cítricas e amendoim são os alimentos que causam a maioria dos problemas de alergia. A alergia ao leite pode começar em qualquer idade, mas é mais comum em crianças com problemas de alergia na família.
Quais são os tipos de alimentos que uma criança comprovadamente alérgica pode consumir?

1) Fórmulas com caseína e proteínas do soro hidrolisadas;
2) Fórmulas com outras proteínas hidrolisadas (carne e soja);
3) Fórmula com proteína de soja;
4) Fórmulas com carne de frango triturada;
5) Fórmula completa com aminoácidos misturados.

Quais são os sintomas da intolerância à lactose?

Os sintomas mais comuns da intolerância à lactose são náusea, dores abdominais, diarréia ácida e abundante, gases e desconforto. A severidade dos sintomas depende da quantidade ingerida e da quantidade de lactose que cada pessoa pode tolerar. Apesar de os problemas não serem perigosos, eles podem ser bastante desconfortáveis.

Quais são os tipos de intolerância à lactose?

Existem dois tipos básicos de intolerância à lactose: a genética e a adquirida. A intolerância genética é maior em determinadas raças de seres humanos. Assim, são intolerantes genéticos à lactose cerca de 90% dos asiáticos (chineses, japoneses, filipinos, coreanos etc.), 75% dos negros, árabes, judeus, gregos cipriotas, esquimós, índios e cerca de 15 % dos europeus. A intolerância genética, entretanto, só aparece após alguns anos de vida, dois a três anos, por exemplo, apesar de haver raras exceções. Crianças de qualquer raça com menos de um ano, normalmente, são tolerantes à lactose. A intolerância aparece depois. A intolerância adquirida ocorre quando houver fatores que possam causar doenças digestivas que promovem inchaço das vilosidades do intestino, que escondem a lactase e não deixam que ela exerça a sua função de hidrolisar a lactose. Neste caso, os mesmos sintomas de diarréia abundante e gasosa também ocorrerão. O inchaço das vilosidades pode ocorrer devido, por exemplo, à ingestão de alimentos contaminados (intoxicação, por exemplo), diarréia infecciosa, doença celíaca e parasitas, que poderão causar irritação do intestino. As crianças, cujos intestinos são ainda delicados, são especialmente vulneráveis à intolerância adquirida. Entretanto, quando o problema inicial for resolvido (irritação das vilosidades), a pessoa deixa de ser intolerante à lactose, pois a enzima poderá continuar a exercer normalmente a sua função. Nos casos de intolerância adquirida, o leite e outros alimentos que tenham lactose devem ser removidos da alimentação até a normalização do intestino. Afortunadamente, todos os bebes voltam a ser tolerantes à lactose após a cura do problema original. Um outro tipo de intolerância é aquele decorrente de cirurgias, quando, por exemplo, uma parte do intestino é removida. Neste caso, a quantidade de lactose no intestino pode se tornar insuficiente para hidrolisar a lactose, mesmo se, anteriormente à operação, a pessoa era tolerante à lactose.

Como se pode diagnosticar a intolerância à lactose?

1. O teste de tolerância à lactose. 2. A monitoração da quantidade de hidrogênio. 3. A pesquisa de substâncias redutoras nas fezes.

Como tratar a intolerância à lactose?

Felizmente, a intolerância à lactose é muito fácil de ser contornada. Nenhum tratamento existe para aumentar a capacidade de produzir lactase, mas os sintomas podem ser controlados pela dieta. Crianças muito novas que são intolerantes não devem comer alimentos com lactose. Mas a maioria dos jovens e dos adultos não precisa evitar a lactose completamente. As pessoas diferem nas quantidades de lactose que podem ingerir: alguns podem tomar um copo de leite sem problemas, mas não podem tomar dois copos. Outros podem consumir queijos curados, mas não podem consumir queijos frescos. O controle da dieta para as pessoas intolerantes depende de se experimentar os limites que cada um suporta, usando a tentativa e erro. Um desenvolvimento recente são pastilhas mastigáveis contendo lactase, que ajudam as pessoas a digerir alimentos sólidos contendo lactose. Três a seis tabletes são ingeridos logo antes da ingestão do produto contendo lactose.



 
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