Planejamento de alimentação nas diferentes etapas de Atividades Esportivas |
Dois aspectos, inicialmente, são motivo de considerações em se tratando do planejamento de uma alimentação:
1 - Tempo de duração das provas:
- Curta duração;
- Média duração;
- Longa duração.
2 - Horário no qual são realizadas
a) São consideradas atividades de curta duração, esportes que podem ser caracterizados segundo um denominador comum - o esforço.
Este esforço pode ser breve e único ou breve e repetido.
Breves e Únicos:
- Atletismo;
- Ciclismo em pista;
- Saltos lançamentos;
- Patinação e esqui.
- Breves e Repetidos
- Halterofilismo;
- Ginástica;
- Saltos e lançamentos (em concurso).
b) São considerados atividades de média duração:
- Futebol;
- Basquete;
- Vôlei;
- Pólo, "water-polo", etc.
c) São considerados atividades de longa duração (necessitam alimentação durante a prova):
- Ciclismo (em competição de longa quilometragem);
- Alpinismo;
- Espeleologia (excursão programada em cavernas);
- Regatas de cruzeiro;
- Vôo à vela "rallyes" automobilístico, etc.
De maneira geral a alimentação do atleta far-se-á 3 horas antes da prova (de curta duração) e 4 horas (prova de média e de longa duração).
Quanto ao horário da realização das provas, se realizadas pela manhã, à tarde ou à noite.
Se a prova for matinal: adotaremos o seguinte esquema: (10 horas, por exemplo) - desjejum às 6 horas.
Se a prova for vespertina: (16 horas, por exemplo) - desjejum às 8 horas e almoço às 12 horas.
Se a prova for noturna: (20 horas, por exemplo) - desjejum às 8 horas, almoço às 12 horas e refeição às 16 horas.
Para o atleta ou esportista, a alimentação deverá ser planejada de acordo com diferentes fases:
- Alimentação em fase de treinamento;
- Alimentação em fase de competição;
- Na véspera da competição;
- No período do dia que acontece a competição;
- Nas 3 ou 4 horas que precedem a competição (ração de espera);
- No intervalo da competição;
- No período imediato após a competição;
- Em casos especiais - durante a competição;
- Alimentação nas 48 horas após a competição.
- Alimentação na fase de Treinamento
Admite-se que os glicídios na dieta são o fator central do sucesso da resistência do atleta.
Os atletas em treinamento devem ingerir uma dieta balanceada, adicionada de glicídios igual às calorias queimadas durante o treinamento.
Assim o atleta que queima 1.000 Cal no treinamento e outras 2.500 Cal na vida diária, deve consumir 2.500 Cal em forma de protídios, lipídios e glicídios mais um adicional de 1.000 Cal de glicídios.
Nos 3 ou 4 dias que precedem a competição, a dieta pode ser alterada para incluir até 75% de glicídios, para estimular "supercompensação de glicogênio muscular" (carreganmento glicídico).
OV.C.T. em casos especiais pode alcançar até 6.000 Cal/24 horas.
A alimentação neste período permitirá ao atleta ou esportista obter rendimento adequado, com o mínimo de desgaste orgânico e fácil recuperação.
Devemos usar, em média, o seguinte nas 24 horas:
- Leite quantidade nunca inferior a ½ litro. Ideal 1 litro ou mais;
- Queijo: 100g - lembremo-nos que na tecnologia de fabricação do queijo é aceita a proporção de 10% do valor nutritivo em relação ao leite (100g de queijo corresponde nutrologicamente a 1.000 ml de leite);
- Ovo: 1 unidade ou 1 gema, 2 ou 3 claras (pelo valor proteico);
- Carne: 200 a 400g;
- Vegetais folhosos: sem restrições;
- Legumes: sem restrições;
- Arroz: 160g;
- Feijão: 120g;
- Açúcar: 30 a 40g;
- Manteiga: incluindo óleo de margarina 60g;
- Frutas: 500g ou mais;
- Completar com: compotas, geléias, doce de leite, mel, melado, iorgute, germe de trigo torrado;
- Usar também: café, mate, guaraná, sumo de frutas.
- Alimentação e recomendações na véspera da competição
Recomendações
Na véspera da competição ou segundo o Prof. Escudero, que aconselha aumentar este prazo para 48 horas antes da prova, aconselhamos observar o seguinte esquema:
- O atleta deve se preparar moral e organicamente para a prova;
- Deverá recolher-se e afastar-se de qualquer companhia , dormir tanto quanto seu organismo peça, treinar sem esforço de desgaste, em suma, descansar e meditar sobre maneira pela qual enfrentará a prova;
- Alimentação de alto valor calórico, variável de acordo com as constantes; individuais e tipo de competição, podendo chegar até a 6.000 Cal;
- A alimentação será predominantemente alcalina;
- Será vedado o uso imoderado de sal.
Alimentação no dia da prova:
Recomendações
- Evitar gelados (prejuízo na digestão pela vasicontricção);
- Entrar na prova em condições de vigor e de bem-estar;
- Um atleta bem alimentado deve apresentar um ligeiro grau de excitação nervosa.
- Aquele que chegar indiferente ou sonolento, fará sem dúvida má figura.
- O atleta não deverá comer nada que não lhe agrade.
- Não deve experimentar qualquer preparação alimentar e / ou bebida que haja utilizado anteriormente. O dia da prova é impróprio para a realização de experiências alimentar, pois qualquer intolerância ou transtorno, alijaria o atleta, a competição.
- Em face de realização de uma prova importante, o ensaio da alimentação deve ser feito com grande antecedência, anotando-se qualquer irregularidade que a ingestão poderia causar ao organismo;
Nas 4 horas antes da competição, a refeição deverá ser calculada com base em fatores importantes:
- alimentos de fácil digestibilidade;
- tempo de esvaziamento gástrico;
No uso de alimentação mista o tempo médio de esvaziamento gástrico ocorre entre 3 e 4 horas, razão pela qual é este o período determinado para a última refeição substancial.
Relacionaremos alguns alimentos quanto ao tempo de sua digestão:
Ovos quentes................11/2 hora;
Batata - inglesa.............2 a 21/2 horas;
Sorvete cremoso...........21/2 horas;
Pastelaria......................21/2 horas;
Torradas........................2 horas;
Fígado............................6 horas;
Presunto gordo................8 horas.
Veja abaixo o período para o esvaziamento gástrico dos alimentos:
|
Primeira saída
do estômago |
Percentagem fora do estômago |
|
(minutos) |
(1
1/2 hora) |
(3 horas) |
(4
1/2 horas) |
| Glicídios |
. |
. |
. |
|
| Mingau espesso |
3 |
75 |
95 |
|
| Pão 40g e tâmaras 100g |
4 |
60 |
95 |
. |
Protídios |
. |
. |
. |
|
| Clara de ovo crua |
3 |
75 |
85 |
90 |
| Bacalhau cozido |
20 |
30 |
85 |
95 |
| Carne magra assada |
7 |
40 |
80 |
90 |
Lipídios |
. |
. |
. |
|
| Creme 32% |
1 |
25 |
40 |
70 |
| Toucinho e gema de ovo |
12 |
10 |
30 |
95 |
| Azeite de oliva |
1 |
25 |
50 |
60 |
De maneira geral a refeição antes da prova poderia ser esquematizada da forma seguinte (em torno de 900 a 1.000 calorias), 4 horas antes da prova:
- 1 prato de mingau;
- 1 prato de carne;
- 2 ovos quentes;
- Batatas ou massas cozidas;
- Pão com geléia, mal ou melado;
- Suco de frutas;
- Salada de frutas;
- 1 copo de leite, mate ou café.
E desde esta refeição até meia hora antes da competição - 1 copo de sumo de frutas adoçado com levulose o mel, de hora em hora, como fonte de líquidos, vitamina C e como preventivo de acidose.
Recomendações no intervalo da prova (alimentação de reposição)
O atleta, no intervalo da competição, é um exemplo típico de depleção hidrossalina.
Há esportes nos quais a depleção hídrica alcança valores consideráveis. É comum, após 90 minutos de prática de futebol em ambiente térmico desfavorável, perde-se de 2 a 3 quilos (2 a 3 litros de água), o que nos leva a crer que no intervalo da competição possível detectar-se uma perda de 1 a 1,5 litro de líquidos orgânicos.
A água é o "máximo divisor comum da vida" - e é neste líquido que são processados todas as reações metabólicas - forçoso é reconhecer a importância da reposição hídrica e salina.
No intervalo da competição, o atleta deverá receber líquidos que mais se aproximem da composição humoral fisiológica orgânica.
Uma boa indicação seria a utilização da água de coco pelas suas características homólogas aos humores orgânicos.
Com maior rentabilidade orgânica poderíamos utilizar as diferentes soluções fisiológicas: Ringer Locke, Ringer (Rana), Ringer Tyrode, Ringer Dale e Ringer Lovatt Evans.
Soluções fisiológicas utilizadas
| Composições Soluções |
Ringer
Locke |
Ringer
Rana |
Ringer
Tyrode |
Ringer
Dale |
Ringer
Lavatt Evans |
| Água |
100ml |
100ml |
100ml |
100ml |
100ml |
| Cloreto de sódio |
0,9 g |
0,65g |
0,8g |
0,9g |
0,85g |
| Cloreto de potásio |
0,042 g |
0,014g |
0,02g |
0,042g |
0,042g |
| Cloreto de cálcio |
0,024 g |
0,012g |
0,02g |
0,024g |
0,024g |
| Bicarbonato de sódio |
0,01-0,03g |
0,02g |
0,1g |
0,05g |
- |
| Fosfato de sódio (ácido) |
- |
0,001g |
0,005g |
- |
- |
| Cloreto de magnésio |
- |
- |
0,01g |
0,0005g |
- |
| Glicose |
0,1-0,25g |
0,2g |
0,1g |
0,05g |
0,1g |
| Fosfato alcalino sódio |
- |
- |
- |
- |
0,026g |
| Ácido fosfórico (molar) |
- |
- |
- |
- |
0,02-0,06ml |
Além da hidratação e reposição salina seria de grande conveniência submeter os atletas a um programa de massagens (oxigenação local muscular com mobilização do ácido lático resultante do esforço muscular).
Se a legislação permitir e não for considerado dope uma suplementação de oxigênio (não por máscara), mas por enriquecimento ambiental favoreceria a recuperação catabólica do organismo.
A administração de O2 por máscara, pelo intenso mecanismo de vasodilatação poderia predispor a cefalalia.
A ingestão de grandes quantidades de glicose e sacarose, determinando a exitação das ilhotas beta - de Langerhans - consequente hiperinsulinemia, condicionante de hipoglicemia de rebote - pode prejudicar o atleta.
Ao contrário, doses moderadas de levulose por serem mais rapidamente convertidas em glicogênio, e não determinarem "pique" insulínico são admitidas.
Caso particular dos esportes que exigem ração durante a competição
Exemplos: ciclismo, alpinismo, regatas de cruzeiro, maratona, etc.
O atleta ou esportista deverá levar líquidos (sucos de frutas), frutas secas, balas (de preferência, de mel), preparações a base de carne (pastéis).
Os alimentos devem ser consumidos, teoricamente no período competitivo e 1 / 2 ou 1 hora antes do término da prova.
O valor calórico desta ração pode alcançar até 2.000 calorias.
Alimentação e Nutrição logo após a prova e nas 48 horas subseqüente
Oxigenar o ambiente dos atletas, para o início da recuperação orgânica.
Os vestuários devem ser aerados e se possível oxigenados.
O emprego de massagens, será favorável para o incermento da circulação e auxílio à metabolização do ácido lático muscular.
Imersão dos atletas ou esportistas em água morna para, igualmente, serem metabolizados os catabólitos do esforço.
- Hidratação oral (reposição hidrossalina) e repouso físico e psíquico completan o esquema de recuperação.
Quando o organismo é submetido a esforço, ocorrem os seguintes fenômenos:
- Restrição de oxigênio, compensada pela aeração e massagens (oxigenação local).
- Diminuição da volemia (pela perda de água), compensada pela reposição adequada hidrossalina (principalmente de água, sódio e potássio).
- Incrementação do catabolismo protídico, como aumento de amoniemia, uremia e uricemia, compensada pela alimentação hipoprotídica no período de 48 horas, que sucede à competição.
- Não esquecer, entretanto, a prescrição de um mínimo protídico de aminoácidos de alto valor biológico.
- Aumento da lactacidemia, compensado pelas oxigenações efetivas (geral e local), além de boa técnica a administração de vitamina C, que sabemos auxiliar a metabolização do ácido lático.
- A vitamina B1 como importante elemento na degradação do glicogênio, harmonicamente, com os outros elementos do complexo B, principalmente B6 para o mecanismo da transaminação e a B12 como anabolizante.
Recebendo o atleta ou esportista alimentação adequada à sua especialidade esportiva, terá suficientes condições para compor o triângulo imprescindível para o êxito de sua "performances" - cuidados médicos, instruções técnicas e condições físicas através da alimentação.
"Nem sempre triunfam os melhores, mas triunfam os melhores preparados".
Pré-Escolar e Escolar
A nutrição e as atividades físicas tem uma grande influência no crescimento e no desenvolvimento das crianças e dos adolescentes.
É através do peso e da estatura, que podemos avaliar o estado nutricional do paciente, bem como em algumas doenças o emagrecimento ou o ganho de peso (obesidade ou edema).
É o melhor índice de nutrição, crescimento e desenvolvimento.
Lactantes, pré escolares e escolares obesos tem tendências a obesidade na vida adulta, com maior risco de diabetes, hipertensão arterial e doenças cardiovasculares.
Um recém - nascido normal a termo tem o peso entre 2500g e 3.500g, ocorrendo uma perda de 10% até o terceiro dia de vida (eliminação de mecôno, urina, edema e menor ingestão de alimentos), retornando ao peso de nascimento em torno do décimo dia de vida.
No quarto mês de vida dobra o seu peso de nascimento e o triplica em torno dos doze meses de idade.
Os cinco anos dobra seu peso de 12 meses e aos 12 anos triplica seu peso de 12 meses. Do segundo ao nono ano de vida, ganha cerca de 2000g/ano.
Podemos utilizar fórmulas para calcular, aproximadamente, o peso em hg:
dos 3 meses aos 12 meses = idade (meses) +9c
2
dos 2 aos 6 anos = idade (anos) x 2 + 8
dos 6 aos 12 anos = idade(anos) x 7 – 5
2
Na adolescência ocorre um ganho de peso e aumento de estatura, mais cedo no
sexo feminino, principalmente antes da menarca.
O peso é mais baixo pela
manhã, devido às perdas pelos pulmões e pela pele e não compensado pela ingestão
de água, neste período.
Estatura
A média de um RN a terno é
de 50,8 cm.
No primeiro ano de vida, aumenta 50% de sua estatura de
nascimento, logo 25 cm e 12,5 cm no segundo ano de vida, em torno de 9 cm no
terceiro anos de vida e 6 cm/ano até a puberdade.
Duplica a sua estatura
de nascimento entre 4 a 5 anos e triplica entre 12 e 13 anos de
idade.
Podemos calcular a estatura, aproximadamente, através da
fórmula:
2 a 12 anos = idade (anos)x 6 + 77
Fórmulas para a estimativa da estatura na vida adulta:
Masculino = estatura do pai (cm) + estatura da mãe (cm) + 13
2
Feminino = estatura da mãe (cm) + estatura do pai (cm) – 13
2
A estatura é maior pela manhã devido a menor compressão dos discos
intervertebrasi e da curvatura da coluna e menor a curvatura do arco dos
pés.
Na primavera e no verão o crescimento é maior em altura do que no
peso.
Exame Físico
É importante um exame físico cuidadoso
antes de quaisquer atividades físicas.
A seguir prescreveremos umas
dietas para pré - escolares e escolares:
- Leite – 300g ou 30g de
queijo;
- Legumes e frutas – 18% do VET para pré–escolares e 22% para
escolares;
- Cereais – 15% do VET para pré-escolares e 20% do VET para
escolares;
- Lipídios – 10% do VET para pré–escolares e 15% do VET para
escolares;
- Carnes e ovos – 5% do VET para pré–escolares e 8% do VET para
escolares;
- Açúcar – 2% do VET para pré–escolares e 5% do VET para
escolares;
Exemplo de uma refeição normal:
- suco de frutas;
-
mingau de cereais;
- ovos, leite e pão com geléia ou manteiga.
Para a
refeição de espera – acrescentar carnes.
Terceira Idade
O
planejamento alimentar para a prática de exercícios físicos neste período não
difere muito do adulto mas, devido aos problemas que já começaram a aparecer
desta faixa etária, teremos que ter algumas considerações para a boa e segura
prática de exercícios físicos e nutrição
adequada.
1)Exercícios
O melhor exercício é andar e sob a
forma de exercício sub–máximo.
O exercício sub–máximo é aquele no
qual o consumo de oxigênio para a produção energética está abaixo da oferta
O2/CO2 em equilíbrio, logo exercício, francamente,
aeróbico.
Convencionou-se como limite de passadas – 120 passos por
minuto.
Os idosos devem adequar seus exercícios, após seguro exame
médico.
O médico de esportes após o laudo, determinará se 60, 80 ou mais
passos por minuto.
2) Caso especial de idosos
Hipertensos
Obs: importante em relação aos glicídios
Os
glicídios são importantíssimos para a atividade física e metabolismo
cerebral.
Não podemos restringir, drasticamente de glicídios pois o
organismo lançará mão de protídios para normalizar a glicemia (pela
neoglicogênese)mas, neoglicogênese é sinônimo de hipercoraicismo e
hipercorticismo é sinal de retenção de sódio e retenção de sódio é sinal de
hipervolemia arterial que é condicionante hipertensão arterial. Além deste fato,
uma restrição de glicídios acarreta hipoglicemia funcional que determina, pelo
efeito Somogy, hiperfunção das células cromafins da medula suprarrenal, com
produção aumentada de adrenalina e suas consequências vasiconstritoras,
aumentando a hipertensão arterial e podendo determinar vasculopatias (cerebrais,
coronarianas, etc).
A dieta do idoso deve ser normaglicidica ou
ligeiramente hipoglicídica.
Devemos observar que durante a noite se o
idoso não comer nada antes de deitar-se, ficaria mais oito horas sem alimento e
sujeito á hiperinsulinemia noturna, pela vagotonia e conseqüentemente
hipoglicemia e como já vimos, pelo efeito Somogy, ha tendência á
hiperadrenalinemia e conseqüentemente hipertensão arterial e suas
conseqüências.
Este fato gerou para os autores deste artigo um
questionamento, - o perigo de uma alimentação hiperglicídica a noite, para o
idoso hipertenso.
Quando observarmos uma curva glicêmica, verificamos que
o excesso de glicídios, após 2 a 3 horas e meia, leva a uma baixa da
glicemia.
Se o idoso, durante o somo, apresentar esta hipoglicemia,
entrará no esquema do efeito Somogy das suas conseqüências já
relatadas.
Em nossas explanações, já varias vezes nos perguntaram qual o
tipo de dieta que deveria ser aplicado ao idoso hipertenso à noite.
Como
os Tratados de Nutrição não abordam este assunto, assumimos este planejamento,
enfatizando nossa preocupação deste assunto estar sendo sujeito à polêmica, mas,
debruçados na fisiopatologia achamos que esta é a melhor dieta, observando dois
importantes argumentos:
1. Em repouso a utilização de lipídios é
predominante para a produção energética.
2. Há de ser evitada hipoglicemia
noturna.
Logo o idoso deverá a noite usar em sua ceia, uma quantidade pequena
de óleos e para, a dieta deve ser ligeiramente hiperprotídica (se o idoso não
tiver insuficiência renal), normolipídia e discretamente hipoglicídica
(utilizando-se glicídios complexos e evitando-se os monosacarídeos, além de
utilizar frutose (frutas) elemento este que não necessita de insulina para a sua
metabolização.
Os nutrólogos sabem que se combate uma hipoglicemia funcional
com alimentação hiperprotídica (segurança dada pela
neoglicogênese).
Planejamos o seguinte, para o idoso hipertenso (a noite):
- 1 copo de leite;
- 1 prato raso de sopa de legumes com carne e óleo de
oliva;
- 1 fatia de queijo magro;
- 1 ou 2 frutas.
A questão do
Sódio
Jamais uma dieta deve ser assódica e sim hipossáodica para os
hipertensos.
Normossódica para os normotensos.
Uma alimentação
assódica ou hipossódica determinará diminuição da filtração na artéria aferente
do glomiruto de Malpighi, diminuição da filtração e conseqüentemente tendência à
uremia pré – renal, podendo esta uréia alcançar 70, 80 ou mais miligramas por
cento.
Já uma alimentação hipersódica determinará aumento da volemia e hipertensão além do sódio aumentar a excitabilidade neuro-muscular e condicionar
vasiconstrução.
O problema da água
O idoso já é um desidratado
fisiologicamente.
Pouca água sinônima de desidratação, aumento da
viscosidade sanguínea, viscosidade sanguínea aumentada, tendência a
tromboembolismo, além da desidratação determinar, pelas fezes, ressequidas,
constipação intestinal.
O problema do fracionamento da refeições
Refeições copiosas, aumento dos processos digestivos, aumento da
pletora esplâncnica da esplênica, e este desvio da circulação, em uma refeição
copiosa, podem colocar em sério risco a circulação coronariana e
cerebral.
O ideal é o fracionamento em seis
refeições:
- Desjejum;
- Colação;
- Almoço;
- Merenda;
- Jantar;
- Ceia.
O problema do Potássio
No idoso, quanto ao seu hipercorticismo secundário, sabemos que há retenção de sódios balanço negativo de potássio que pode explicar a indolência , astenia, e a fraqueza muscular principalmente dos membros inferiores.
Desde que não haja problemas renais a dieta do idoso deve conter taxas adequada de potássio.
Medicina Biomolecular
em aqui o seu papel preponderante, onde se faz necessário a busca do máximo, o melhor desempenho, a otimização das funções orgânicas em todos os sentidos.
Assim, o estudo do Mineralograma Capilar, com a correção dos possíveis desvios de minerais e oligoelementos, o equilíbrio das funções bioquímicas com a correção da Disbiose, proporcionará uma adequada absorção dos nutrientes ingeridos, para a reposição ou suplementação do organismo em franca atividade visando à manutenção do equilíbrio para um hiperdimensionamento bioquímico, fisiológico, psicológico e funcional, para um pleno desempenho orgânico em busca de seus resultados e superação de limites. Sem que para isso tenha que se recorrer ao dopping.
Clique e leia:
- Matéria sobre Suplementação escrita com a participação do Dr. Douglas para a revista "Dieta Já"
Fonte: Associação Brasileira de Nutrologia - Dr. Osman Gioia |