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O estômago é um órgão em forma de jota(J) que coleta os alimentos mastigados e os líquidos.  Tritura os alimentos misturando-os com as suas enzimas e empurra os alimentos triturados para o duodeno, que é a 1ª porção do intestino fino. 

Há diversos tipos de células no estômago. Umas produzem ácido clorídrico e outras pepsina, um hormônio digestivo.  Estas substâncias e a ação de trituramento dos alimentos pelo estômago é o primeiro passo para a digestão.

O estômago é dividido em duas partes:

- Corpo e Fundo: porções  secretoras de ácido. 

- Antro: Função endócrina e motora: porção responsável pela trituração dos alimentos e secreção de enzimas que avisam a porção secretora se há necessidade de produzir mais ou menos ácido.

 Não há definição única para "gastrite".

O termo é usado por endoscopistas, que baseiam seus diagnósticos no que visualizam durante um exame;

Por patologistas, que o definem à base de apresentação histológica, isto é , o que enxergam no microscópio;

Por radiologistas, por alterações grosseiras da silhueta da mucosa  - o que veêm no RX;

E por clínicos, que não usando nenhum método objetivo, admitem a presença de gastrite quando existem evidências clínicas sugestivas (alcoolismo, uso de medicações que causam irritação gástrica, ou dor intensa), dispepsia ou sinais de sangramento digestivo.

Na definição exata, gastrite significa inflamação da mucosa gástrica e, em primeira instância, a gastrite deve ser descrita de acordo com critérios histológicos. 
Por tal critério, ela pode ou não estar presente quando o diagnóstico for sugerido por meios clínicos, radiológicos ou mesmo endoscópicos.

Traduzindo: a confirmação final de gastrite só pode ser feita através do exame microscópico. O que acontece muitas vezes é que durante um exame endoscópico os sinais são tão exuberantes que o exame histológico (biópsia) é dispensado para um segundo exame de controle do tratamento.

Atualmente a biópsia gástrica é realizada de rotina na grande maioria dos serviços de endoscopia para pesquisar a presença do Helicobacter pylori. Uma bactéria descoberta em 1987 e hoje responsabilizada pelas gastrites e úlceras.

Histologicamente, a gastrite é inicialmente dividida em erosiva e não erosiva.

Dentro de cada tipo de inflamação, se existir, pode ser aguda ou crônica  (a diferenciação é feita através da visualização no microscópio da presença de células específicas que identificam a presença de inflamação aguda ou crônica).

A gastrite crônica é muito mais comum, mas as duas podem coexistir. 
A gastrite não erosiva inespecífica crônica pode ser superficial ou profunda (transmucosa), com ou sem atrofia glandular ou metaplasia.

Gastrite Erosiva de Antro
Gastrite Crônica


A gastrite decorrente da idade conhecida como atrófica é tão comum que alguns a consideram um fenômeno do envelhecimento. Seu aparecimento em jovens merece atenção especial.

A gastrite erosiva é melhor diagnosticada endoscopicamente

A Classificação endoscópica das gastrites é um pouco mais complexa e existe para tentar uma aproximação maior com a classificação histológica.

Sintomas

Os sintomas da gastrite dependem se é aguda ou crônica. Na fase aguda pode ocorrer dor na parte superior do abdômen, náusea e vômito. Na fase crônica a dor pode ser contínua, ocorrendo eventualmente perda de apetite provocado pela sensação de saciedade precoce após pequena quantidade de alimento ingerido. Muito frequentemente, não há sintomas mesmo com gastrite. 
Se a dor é severa pode ser por uma úlcera bem como pela gastrite.

Helicobacter pylori: este é o nome da bactéria que aprendeu viver na fina camada de muco do estômago. Na verdade não há infecção propriamente pela agressão direta da bactéria, mas sim as substâncias por elas produzidas que provocam a inflamação aguda e crônica. É provavelmente adquirida na infância e permanece por toda a vida a menos que haja cura pelo tratamento com antibióticos. A infecção pode levar para gastrite, úlcera e mesmo câncer de estômago em algumas pessoas. 

Felizmente agora há maneiras de se fazer o diagnóstico e tratamentos adequados para eliminar a bactéria.

Tratamento
 

O tratamento da gastrite dependerá da sua causa. Para aliviar os sintomas a redução da acidez gástrica pela medicação é muito útil. Além do que, o diagnóstico específico é necessário. 
Eliminação da aspirina, antiinflamatórios ou álcool quando são a causa da gastrite.

Complicações

Como a maioria das causas de gastrite são conhecidas, o tratamento costuma ser efetivo e medidas preventivas são disponíveis e assim as complicações são raras. A única exceção é a infecção por H. pylori que, uma vez presente no estômago, ao longo do tempo pode levar ao câncer de estômago e linfoma.

- Estômago (normal)

Imagem 1
Imagem 2
Imagem 3


A imagem 1 é a 1ª parte do estômago chamado fundo. O tubo escuro é o aparelho de Endoscopia;
A imagem 2 é a saída do estômago chamada antro; 
A imagem 3 é chamada piloro, uma válvula entre o estômago e o duodeno.

- Erosões no Estômago

Imagem 1
Imagem 2


Erosões são pequenas úlceras rasas.
Imagem 1 mostra manchas escuras e pequenas que correspondem a erosões.
Imagem 2 mostra pequenas erosões de fundo esbranquiçado.
As manchas brilhantes são reflexos da luz do Endoscópico.
Estas lesões podem progredir para úlcera.

- Úlcera Gástrica
Esta úlcera é bem delimitada e "limpa". O tecido ao seu redor é róseo e saudável. Esta úlcera é provavelmente benigna. Mas também pode ser um Câncer na fase inicial.

A biópsia é importante para saber se é benigna ou não.

A infecção pela bactéria Helicobacter pylori e o uso de antiinflamatório também podem causar úlcera benigna.

Gastrite e Má Digestão

Os sintomas são: desconforto, sensação de estufamento, náuseas ou vômitos. 
A pessoa também pode ter sintomas sugestivos de úlcera: queimação ou dor na parte superior do abdômen, usualmente em jejum ou na alta madrugada. 
Estes sintomas são freqüentemente aliviados por antiácidos, leite ou alimentação. 
É frequente o raios-X ou endoscopia serem normais. 
Quando o H. pylori é encontrado no estômago, acredita-se ser esta a causa dos sintomas, embora esta relação não esteja clara. 
A prescrição de antibióticos e drogas anti-ácidas atualmente são a primeira escolha. Porém a certeza da eliminação da bactéria é com novo exame negativo.

Úlceras

- Úlcera gástrica: com a  úlcera de estômago, a infecção pelo H. pylori é encontrada em 60 a 80% dos casos. É ainda incerta como a infecção age para causar a úlcera. Provavelmente pela debilidade da camada protetora de muco no estômago. Isto acontecendo o ácido agride as células do estômago.

- Úlcera duodenal: até recetemente atribuía-se ao excesso de ácido o fator mais importante na causa da úlcera duodenal. Entretanto, atualmente pesquisas têm mostrado ser mais de 90% o H. pylori o agente causal da úlcera duodenal. Estudos médicos estão sendo conduzidos para determinar de fato se esta relação é verdadeira. 
Acidez apesar de não ser o único, é outro fator importante; pacientes sem ácido no estômago, nunca terão úlcera duodenal. Atualmente com as drogas potentes para reduzir a acidez, praticamente as úlceras cicatrizam. Mas, a úlcera retornará se a infecção pelo H. pylori não for eliminada.

Câncer de Estômago e Linfoma

Estes dois tipos de Câncer são agora sabidamente relacionados com a bactéria H. pylori. Isto não significa obrigatoriamente que todas as pessoas com H. pylori desenvolverão câncer, de fato poucos o terão. É provável que se a infecção está presente por longo tempo, talvez desde a infância, o câncer pode, então, desenvolver-se. Isto é outra razão porque é importante tratar e eliminar a infecção por H. pylori.

Quando é necessário tratar?

Como a infecção é muito comum, quando não há sintomas, frequentemente não é recomendado nenhum tratamento. Esta é a recomendação atual, podendo mudar conforme o desenvolvimento das pesquisas. 
Na presença de úlcera, a medicação mais consagrada atualmente é a utilização de um bloqueador de bomba de prótons associado a eritromicina ou claritromocina e amoxilina. Há outros esquemas utilizados.

Tratamento Biomolecular

Sua abordagem leva em conta a doença e o doente. Enfraquecendo a primeira e fortalecendo o segundo. Sempre se entendendo que os tratamentos citados acima são indispensáveis. A terapêutica biomolecular objetiva o fortalecimento do organismo, a nível intracelular, modulando uma resposta eficaz contra a agressão em questão.

A ação mais importante é a correção da Disbiose. Uma vez que saibamos que a Disbiose é a causa primeira das alterações citadas em todo esse capítulo, não se pode pensar em estabilização e cura do processo sem que levemos em consideração a correção de desarranjo tão importante e lesivo ao organismo. Fazemos também, a aplicação da Imunoterapia Ativada, moderna terapia à base de vacinas que melhoram a resposta imunológica do organismo. 
É importante a correção das alterações metabólicas e nutricionais, que podemos estudar por intermédio do Mineralograma Capilar (exame do cabelo). Pesquisar Pesquisar Alterações Hormonais, com o estudo do “eixo hormonal”, poderá causar surpresa. 

Pequenas variações hormonais, cujos índices encontram-se em níveis adequados, mas discretamente diminuídos, a sua suplementação pode ter resultado surpreendente. 
Assim como a deficiência de alguns aminoácidos, como a glutamina, dentre outros, e vitaminas, como a B12, podem ser determinantes. A administração de substâncias que promovam uma melhor oxigenação e nutrição muscular, uma dieta individualizada, e a suspensão da ingestão de leite, seja de vaca ou cabra, dimensionarão o tratamento de forma incontestável. Principalmente no idoso, temos a gastrite atrófica, por falta de produção de ácido clorídrico, situação essa mandatória da utilização de substâncias acidificadoras do estômago, e até mesmo a administração de ácido clorídrico
Observar um leve sinal ou um quadro instalado de Depressão, pode ser o diferencial entre o sucesso e o fracasso da abordagem terapêutica.



 
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