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Colite ulcerativa é uma doença crônica, recorrente do intestino grosso. Intestino grosso (cólon) é um segmento intestinal de aproximadamente noventa centímetros de comprimento que inicia-se no quadrante inferior direito do abdome, terminando no reto.
Uma de suas funções é a de desidratar as fezes a outra é a de armazenar fezes já formadas até o momento da evacuação, além de absorção de certas substâncias.
Quando a colite ulcerativa afeta o cólon, há no
revestimento interno do intestino inflamação, e úlceras. |
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A doença pode envolver
todo o cólon ou somente o reto, ou mais correntemente, alguma área entre eles.
Causas
A causa é desconhecida. Alguns pesquisadores acreditam que pode ser um
defeito no sistema imunológico em que os anticorpos do próprio organismo ataquem
o cólon.
Outros especulam que um microorganismo não identificado seja
responsável pela doença.
Ë provável que a combinação desses fatores, incluindo
hereditariedade, podem estar envolvidos na causa.
Quem desenvolve a Colite Ulcerativa?
Pode ocorrer em ambos os sexos, todas
as raças e qualquer faixa etária.
É uma doença de início na juventude.
Sintomas
A doença começa gradualmente, com cólicas e diarréia freqüentemente
sanguinolenta. Em casos severos a diarréia é freqüente e volumosa. Ocorre perda
de apetite e perda de peso.
O paciente pode tornar-se fraco e muito doente.
Quando a doença é localizada no reto, a pessoa sente necessidade de evacuar
constantemente e elimina pequena quantidade de fezes sanguinolenta.
Usualmente
os sintomas vêm e voltam, e pode ocorrer de longos períodos sem sintomas.
Porém,
geralmente os sintomas retornam.
Diagnóstico
O diagnóstico é suspeitado pelos sintomas. Um exame com endoscopia
(colonoscopia) é sempre necessário. Este exame revela detalhes característicos
da doença.
O Raios-X do intestino também pode ser necessário.
Por vezes se
utiliza também o Enema Opaco, exame de R-x com contraste.
Complicações
Muitas pessoas com a doença respondem bem ao tratamento e conseguem ter uma
vida confortável. Entretanto a doença pode tornar-se bastante severa
necessitando de internação e Raios-X do cólon.
Em raros casos há necessidade de
cirurgia de emergência.
A doença pode afetar a parte nutricional, causando
retardo no crescimento infantil e do adolescente. Fígado, pele, olhos ou
articulações ocasionalmente podem ter problemas mesmo antes de ter sintomas
intestinais.
A longo prazo a colite ulcerativa gera uma grande preocupação que é
o câncer de cólon. O risco de desenvolver o câncer de cólon aumenta
significativamente quando a doença começa na infância, quando se apresenta pior
dos 8 a 10 anos, ou quando há história familiar de Câncer de cólon. Nestas
situações é particularmente importante a vigilância do intestino, mesmo quando
não haja sintomas. Análise do cólon com biópsias realizadas durante a
colonoscopia podem freqüentemente predizer se o câncer de cólon ocorrerá.
Nestes
casos, a cirurgia preventiva é recomendada.
Tratamento
Há vários tipos de tratamento disponíveis.
Corticóides
Estas drogas promovem um resultado muito bom. Na fase inicial é utilizada
alta dose para trazer a doença sob controle. Então a droga é paulatinamente
reduzida a dose e mantendo uma dosagem baixa por vários dias. Com o tempo o
médico tentará descontinuar o uso dessas drogas para evitar seus efeitos
colaterais adversos.
Outras drogas Antiinflamatórias
Algumas delas: sulfasalazina e mesalina.
Supressores de imunidade
Um sistema imunológico superativo e provavelmente
importante pode causar colite ulcerativa.
Certas drogas que suprimem o sistema
imunológico podem ser efetivas no tratamento. Exemplo: Azathioprima, 6-MP,
ciciclosporina e methotrexate.
Dietas e emoções
Não há nenhum alimento que possa prejudicar o intestino.
Porém na fase aguda, leite e derivados podem aumentar a cólica e causar e a
diarréia.
Em geral o paciente deve alimentar-se com uma dieta balanceada com
quantidade adequada de calorias e/ou vitaminas.
O uso de multi-vitaminas também
pode ser recomendado. Stress e ansiedade podem agravar os sintomas da doença,
mas não se acredita que possam provocar ou causar a doença.
Qualquer doença
crônica produz sérias reações emocionais. Estas alterações emocionais devem ser
trabalhadas com um psicoterapêuta.
Cirurgia
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Intestino Grosso inflamado
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Para pacientes com a doença por longo tempo em que é difícil ou impossível controlar com medicamentos, a cirurgia é uma opção.
Nestes casos
raros, a vida do paciente e sua saúde são significantemente afetadas.
A remoção
do cólon doente cura a doença e haverá retorno a vida normal e saudável do
paciente.
Atualmente com a cirurgia não há necessidade o uso de bolsas.
Resumo
Muitos pacientes com colite ulcerativa vivem normalmente, com vida
ativa e com poucas restrições. Embora não haja cura (exceto pela cirurgia), a
doença pode ser controlada com a medicação atual. |
Para alguns poucos pacientes o curso da doença pode ser um pouco mais difícil e complicado.
A cirurgia em algumas ocasiões é necessária.
Tratamento Biomolecular
Sua abordagem leva em conta a doença e o doente. Enfraquecendo a primeira e
fortalecendo o segundo. Sempre se entendendo que os tratamentos citados acima
são indispensáveis.
A terapêutica biomolecular objetiva o fortalecimento do
organismo, a nível intracelular, modulando uma resposta eficaz contra a agressão
em questão.
A ação mais importante é a correção da Disbiose.
Uma vez que sabemos que a Disbiose é a causa primeira das alterações citadas em todo esse capítulo, não se
pode pensar em estabilização e cura do processo sem que levemos em consideração
a correção de desarranjo tão importante e lesivo ao organismo.
Fazemos também, a
aplicação da Imunoterapia Ativada, moderna terapia à base de vacinas que
melhoram a resposta imunológica do organismo.
É importante a correção das
alterações metabólicas e nutricionais, que podemos estudar por intermédio do Mineralograma Capilar (exame do cabelo).
Pesquisar Alterações Hormonais, com o estudo do “eixo hormonal”, poderá
causar surpresa. Pequenas variações hormonais, cujos índices encontram-se em
níveis adequados mas discretamente diminuídos, a sua suplementação pode ter
resultado surpreendente.
Assim como a deficiência de alguns aminoácidos, como a glutamina, carnitina coenzima
Q10, creatina, ácido aspártico, cisteína, cistina, lisina; vitaminas, como B12,
B6, C B9, D, E, A, B2, B5; cálcio, selênio, magnésio, zinco, vanádio; e ainda,
lactobacilos e enzimas digestivas, podem ser determinantes.
A regulação do sono e do ritmo circadiano (vigília e sono), assim como o
afastamento das situações desencadeante de stress, trará conforto e bem-estar.
Observar um leve sinal ou um quadro instalado de Depressão, pode ser o diferencial entre o sucesso e o fracasso da abordagem
terapêutica.Num primeiro momento não se pode modificar qualquer dos esquemas
terapêuticos citados anteriormente, até que comecem a aparecer os primeiros
sinais e sintomas de melhora.
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